4 de mai. de 2011

Desafio Literário 2011 - Abril (Livro 2)

Admirável Mundo Novo

Aldous Huxley
Globo Editora
Literatuda Estrangeira/ Romance/ Ficção Científica
398 páginas

Ano 634 df (depois de Ford). O Estado científico totalitário zela por todos. Nascidos de proveta, os seres humanos (precondicionados) têm comportamentos (preestabelecidos) e ocupam lugares (predeterminados) na sociedade: os alfa no topo da pirâmide, os ípsilons na base. A droga soma é universalmente distribuída em doses convenientes para os usuários. Família, monogamia, privacidade e pensamento criativo constituem crime.
Os conceitos de "pai" e "mãe" são meramente históricos. Relacionamentos emocionais intensos ou prolongados são proibidos e considerados anormais. A promiscuidade é moralmente obrigatória e a higiene, um valor supremo. Não existe paixão nem religião. Mas Bernard Marx tem uma infelicidade doentia: acalentando um desejo não natural por solidão, não vendo mais graça nos prazeres infinitos da promiscuidade compulsória, Bernard quer se libertar. Uma visita a um dos poucos remanescentes da Reserva Selvagem, onde a vida antiga, imperfeita, subsiste, pode ser um caminho para curá-lo. Extraordinariamente profético, "Admirável Mundo Novo" é um dos livros mais influentes do século 20.


                        “Admirável Mundo Novo” mostra a “nova” sociedade contemporânea, onde as regras de conduta moral e normas sociais são completamente diferentes. Mostra um novo conceito de sociedade e civilização.
                        Bem, bimestre passado nas aulas de filosofia, a professora sempre falava sobre nosso conceito de mundo civilizado, em suma, o que às vezes é civilizado para determinado grupo de pessoas não é para outro. E eu não tinha entendido isso até ler esse livro, principalmente pelo fato do “não civilizado” serem coisas com as quais vivemos e convivemos desde pequenos, como a religião e grades obras da literatura como “Romeu e Julieta”.
                        Admirável Mundo Novo foi publicado na década de 30, e quase 80 anos depois parte do mundo idealizado por Aldous Huxley se concretizou nos dias de hoje. A moral de hoje não é a mesma de 20 anos atrás, assim como a moral de 20 anos atrás não foi a mesma de 60 anos atrás. As coisas mudam. E continuam mudando. O livro nos induz a uma reflexão sobre a sociedade e sobre como as coisas serão num futuro relativamente próximo. O que queremos? Perder nossa liberdade em busca da felicidade ou abraçar o sofrimento com todas as paixões, dores e percas que podemos suportar?
                        Agora, saindo da questão filosófica, a opinião de uma simples adolescente. O livro é bem legal, apenas a linguagem é um pouco difícil, mais na medida em que se avança na leitura a linguagem vai se tornando um tanto “familiar”. Os personagens são ótimos também, principalmente o John, simplesmente me apaixonei por ele. A carga psicológica do livro é muito intensa, desde as frases de “lavagem cerebral” ate as cenas de ódio, tudo tem um grande peso.
                        Acredito que haja duas formas de ler “Admirável Mundo Novo”, a primeira é ler apenas por ler, provavelmente se você fizer isso o livro vai se tornar muito chato e cansativo, entretanto, se você optar pela segunda forma, ler analisando, o livro vai se tornar um tanto agradável.
                        Até... 

3/5

1 de mai. de 2011

Desafio Literário 2011 - Março (Livro 3)

Senhoras da Guerra

Orlando Paes Filho
Record
Literatuda Nacional/ Romance/ Épico
306 páginas

No século IX, em uma região marcada por sangrentas batalhas contra os vikings, as irmãs Gwyneth e Gwenora, sobrinhas do rei, não pensam em casamento ou tarefas domésticas. Seu único objetivo é defender seu reino dos inimigos.


                        Senhoras da Guerra conta a historia das gêmeas Gwyneth e Gwenora, duas princesas guerreiras que fazem de tudo para livrarem suas terras das mãos dos vikings.
                        Bem, o livro é bastante interessante, é claro que houve muita pesquisa para a elaboração de “Senhoras da Guerra” e a riqueza de detalhes faz do livro uma experiência única. Entretanto, o inicio é um tanto confuso, é um tanto difícil compreender o que é apresentado. E outra coisa que dificulta um pouco é que os nomes de vario personagens são muito parecidos, e as vezes gera uma certa confusão.
                        Uma coisa bastante legal do livro são as ilustrações. Eu não sei o nome do ilustrador do livro, mais o trabalho realizado foi excelente. A única coisa ruim das ilustrações é que elas ficam todas no meio do livro, então para ver se há alguma ilustração da parte que você está lendo é necessário ir até o meio do livro e procurar.
                        O enredo é ótimo também, a idéia foi bem desenvolvida e o desfecho muito bom. Eu apenas achei que houve algumas coisas que não foram desenvolvidas, mais nada que atrapalhe o desenrolar do livro.

2/5

26 de mar. de 2011

Desafio Literário 2011 - Março (Livro 1)

Romeu e Julieta
William Shakespeare
L&pm
Artes/ Teatro/ Literatura Estrangeira/ Literatura Juvenil
162 páginas

A obra dramática de Shakespeare funde uma visão poética e refinada a um forte caráter popular, no qual os assassinos, as violações, os incestos e as traições são ingredientes. Suas peças trazem um estudo magistral da psicologia dos protagonistas realçado pelo equilíbrio com que o autor apresenta outras personagens, bem como pelo contraponto entre os diálogos e monólogos - perfeitas obras-primas de linguagem poética. A tragédia 'Romeu e Julieta' é uma das suas obras-primas. A história foi baseada em fatos reais, ocorridos na Itália medieval. Na literatura universal, nenhuma outra história de amor teve o mesmo sucesso que a dos amantes de Verona. 

“Romeu e Julieta” conta a trágica historia de amor de dois jovens que viviam na cidade de Verona. Romeu e Julieta são de famílias rivais, entretanto os dois ficam perdidamente apaixonados, e apesar da rixa entre as famílias eles fazem de tudo para consolidar esse amor.
Sempre que se fala em “Romeu e Julieta” vem logo a mente uma linda e trágica historia de amor, com as mais inimagináveis cenas românticas e todas as pompas, ao menos eu pensava isso, entretanto eu me decepcionei com o livro. Acho que esperei de mais, imaginei de mais.
                        Eu sei que “Romeu e Julieta” trata-se na verdade de uma peça, por isso o texto é um pouco diferente de um livro “normal” e que as coisas devem acontecer de uma maneira mais rápida por causa do tempo, mas, isso é um pouco estranho. O ritmo é acelerado de mais, a paixão surge extremamente rápido, e eles se casam mais rápido ainda, é estranho ler isso.

[...] Amor é uma fumaça que se eleva com o vapor dos suspiros; purgado é o fogo que cintila nos olhos dos amantes; frustrado, é o oceano nutrido das lágrimas desses amantes. O que mais é o amor? A mais discreta das loucuras, fel que sufoca, doçura que preserva.[...]
Página 23

                        A historia é linda, há trechos maravilhosos, não há como negar, a única coisa que eu não gostei foi o ritmo extremamente acelerado. Agora, para não falar apenas do que me incomodou... Eu amei o desfecho do livro, geralmente sempre há o “final feliz”, e na verdade eu sou uma amante dos finais trágicos, então foi maravilhoso ler um ótimo final trágico. 

4/5

19 de mar. de 2011

Museu de Tudo

João Cabral de Melo Neto
Alfaguara
Literatura Nacional/ Poesia
166 páginas

Publicado em 1975, Museu de tudo é um livro que impressiona pela variedade temática. Em uma análise preliminar, foge ao estilo de João Cabral de Melo Neto: seus livros anteriores eram sempre pensados de uma forma integrada, coesa. Neste, por outro lado, o autor pernambucano seleciona oitenta poemas aparentemente díspares, alguns escritos tempos atrás, e os agrupa neste "museu". "É depósito do que aí está,/ se fez sem risca ou risco", escreve ele, nos versos que abrem o volume.
Mas se Museu de tudo não segue uma estrutura rigorosa, se "(...) não chega ao vertebrado/ que deve entranhar qualquer livro", isso não o torna uma obra menos complexa ou menos rigorosa. Nela, podemos ver o universo de João Cabral sendo trabalhado e retrabalhado, com novas imagens e abordagens para temas já consagrados, em um contínuo esforço na apuração de seus versos. Em suas páginas, o poeta rende homenagem a amigos, como Vinicius de Moraes, Marques Rebelo e Manuel Bandeira, e a artistas admirados - Mondrian, Rilke e Proust - e suas obras. Mas outros motivos frequentes no universo cabralino aparecem entre os que falam do amor pelo futebol, da aspirina - que o poeta sempre tomou contra uma dor de cabeça crônica, de Pernambuco com suas casas-grandes e seus canaviais, de Sevilha e de sua passagem pela África como embaixador. Ou ainda discutem o tempo e a função da poesia, retomando questões que sempre lhe foram caras.


   Bem... Eu não sei como avaliar “Museu de Tudo”, foi o primeiro livro de poemas que eu já li e eu não entendi muitos dos poemas devido ao fato de não estar acostumada a esse tipo de leitura. Entretanto, eu gostava bastante da leitura quando eu conseguia entender as poesias.
   Então, no momento, eu sou incapaz de ter alguma opinião, talvez eu seja capaz de expressar uma quando eu ler o livro uma segunda vez.
   Segue então duas das poesias que eu gostei e entendi:

“Estátuas jacentes

1.
Certas parecem dormir
de um sono empedernido
que gelasse seu sangue,
veias de arame rígido;

e que veias de ferro
lhe fossem interno cárcere,
aprisionando o corpo
entre enramadas grades.

2.
Outras como que dormem
do sono empedernido,
mas não interno, externo,
ou de um sono vestido;

estão como vestidas
de sua morte, engomadas,
dentro de seus vestidos
duros, emparedadas.”

Página 48

“Habitar o flamenco

Como se habita uma cidade
se pode habitar o flamenco:
com sua linguagem, seus nativos,
seus bairros, sua moral, seu tempo.

A linguagem: um falar com coisas
e jamais de oito mas do oitenta;
seus nativos: toda uma gente
que existe espigada e morena;

seus bairros: todos os sotaques
em que divide seus acentos;
sua moral: a vida que se abre
e se esgota num estante intenso;

seu tempo: borracha que estica
em segundos de passar lento,
lento de sesta, sesta insone
em que se está aceso e estremo.”

Página 89

3/5

16 de mar. de 2011

Aquisições

Bem, nada melhor do que livros novos, não? XD.
Hoje chegou uns livros que eu comprei online na Saraiva no fim do mês passado, demorou pacas, mais foi por causa do carnaval, fazer o que neh?

E aqui estão eles:

  • Admirável Mundo Novo de Aldous Huxley
  • Cartas a um Jovem Poeta de Rainer Maria Rilke
  • Romeu e Julieta de Shakespeare
  • Senhoras da Guerra de Orlando Paes Filho
Bem, é isso, espero voltar em breve com varias resenhas!!